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15 de agosto de 2011

O lucro de “Deus”

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Nessa minha última viagem à Aparecida vi a minha tese fortalecida. Qual tese? A tese de que o mundo constrói uma imagem de Deus que não corresponde à realidade, uma imagem de Deus que, acredito, não corresponde ao Deus real. Vendo a riqueza material (e porque não dizer espiritual também) dessa grande Igreja, desse grande Santuário Nacional eu me lembro da história de Jesus, um homem pobre, que viveu entre os pobres, pregou para os pobres e foi condenado por quem tinha o poder e o dinheiro. Mas o tempo foi passando e os ensinamentos de Jesus de caridade, partilha e amor ao próximo foram, pouco a pouco, sendo transformados em uma religião que agora ostenta luxo e riqueza. Uma religião de Igrejas-palácio, Santuários-castelo, uma religião onde o seu principal representante veste ouro e vive entre os ricos e poderosos.

Eu fico cá pensando: será realmente que Jesus pediu que Pedro fundasse uma Igreja? Será que Jesus, que é Deus, não sabia que essa decisão ia acarretar uma série de problemas para o mundo? Será que Jesus não sabia que a sua doutrina simples que pregava a simplicidade, a caridade e o amor ao próximo ia se transformar em uma das religiões mais fortes do mundo, manipulando milhões e milhões de dólares, que iria presenciar e acarretar em guerras santas? Será, Jesus? Será?
Talvez eu julgue errado… Afinal, quem sou eu para julgar? Talvez a culpa não seja de Jesus. Talvez isso tivesse que acontecer. Talvez haja um motivo para tudo isso, para todos os dogmas impostos pela nossa querida Mãe-Igreja. A culpa é dos homens. Isso é fato. Jesus veio, Jesus fez a sua parte e espalhou uma mensagem de amor, caridade, fraternidade. Mas, pelo jeito resolveram não seguir. É o que constatamos.

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